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Belgor: A Cidade Próspera


A agitada cidade de Belgor fica na costa centroeste do continente e é famosa por ter o comércio mais próspero do mundo. É onde mercadores dos quatro cantos se encontram para trocar, vender ou comprar coisas. É possível encontrar de tudo na cidade, desde de os mais finos tecidos de Allblash até as pedras preciosas de Rhuna.

História
Antes mesmo do início da Terceira Era, as praias de Belgor já serviam de acesso aos navegantes que cruzam o mar e traziam seus tesouros para guardar em terra e depois levar à Vilghor (a cidade mais próxima até então). Mas os constantes saques nos armazéns fizeram com que fosse necessária instalação de uma base mais reforçada naquele local. Foi então, que, anos mais tarde, uma pequena parte da população foi deslocada para a costa na intensão de criar ali um porto mais seguro e povoado.

Com o passar dos anos, a cidade foi crescendo e despertando interesse em muitas pessoas pelo movimento frenético do comércio. Muitas famílias foram enriquecendo e tornando a cidade um ótimo lugar para se morar, ainda mais para aqueles que possuíam grandes navios capazes de transportar as riquezas vindas de outras partes do continente. Com toda essa evolução, vierem também os problemas característicos de qualquer cidade emergente: criminosos, mendigos e devedores.

Geografia
Belgor ocupa um região estratégica e favorável do continente, está quase no centro, ou seja, perto de tudo e todos. Além disso, o litoral que pertence à cidade é composto por lindas praias onde a maré é calma tornando a navegação mais fácil e segura. Como medida proteção, há alguns anos, foi construída a Muralha. Uma espessa camada de pedras que cerca a cidade e a protege de possível invasões. Dessa forma, o principal acesso à cidade se faz pelo mar.

Bem próxima à costa, está a Ilha Sgrull, um enorme pedaço de terra onde mercadores ilegais (piratas) praticam seus crimes livremente.

Política
Em Belgor, a organização política é bastante simples: um conselho rege as leis e comanda os Soldados da Ordem. Esse conselho é composto por três pessoas que representam as raças mais presentes na cidade: um Humano chamado Alanor /neto de Belgor/, um Anão chamado Khor e um Gnomo chamado Ragth. Sempre que há algum acontecimento polêmico os três se reúnem e debatem sobre o que fazer. No mais, cada um é responsável pela sua raça e por manter a ordem da mesma.

Religião
O novo nome da cidade trouxe um costume bastante curioso, o homem conhecido como Belgor alcançou um status tamanho, que muitos moradores passaram à adorá-lo como um Deus, fazendo preces e oferendas em seu nome na intenção de receber bênçãos em forma de lucros (dinheiro, por assim dizer). Mesmo não havendo qualquer prova concreta sobre Belgor ter se tornado um Deus, muitos acreditam com todas as forças de que as oferendas são recebidos por ele e voltam em dobro. E seguindo essa certeza, foram construídos três templos na cidade em homenagem à Belgor. Os mais crentes ficam responsáveis pela igreja e todo dia, no início da manhã, eles tocam os sinos para que todos recebam a "bênção" do Deus e que prosperem mais um dia.

Típica rua da cidade
Grande parte da população cultua o Deus Belgor, que dá nome à cidade. Há três templos principais na cidade e várias estátuas espalhadas por praças e torres de lojas e casas. Belgor é representado por um homem gordo, de vestes finas (como um rei) que ostenta na mão direita uma moeda de ouro com o seu rosto. Segundo a crença, Belgor foi quem criou a primeira moeda de ouro com gravura e representação de valor.
Todo dia. no início da manhã, os sinos das igrejas são ouvidos de qualquer lugar da cidade simbolizando mais um dia que está começando com a graça de Belgor.

Peculiaridades

# Nome da Cidade
O que se conta sobre a origem do nome da cidade é que pouco antes do início da Guerra, um poderoso nobre da cidade, após encontrar enorme quantidade de ouro num navio naufragado, teve a ideia de transformar toda essa riqueza em pequenas moedas com valor equivalente à 10 moedas de prata e distribuir entre seus nove filhos. Tamanha generosidade ficou conhecida em toda a região e tornou Belgor um home famoso. Anos mais tarde, Belgor faleceu devido a velhice e como forma de homenageá-lo, seus nove filhos juntaram ouro suficiente para fazer uma enorme estátua de seu pai e a colocaram no centro da cidade. A estátua tem a forma do homem com aproximadamente 50 anos, gordo e usando vestes finas (como um rei), estendendo a mão direita para mostrar a única moeda de ouro na mão.
Althor, um dos filhos de Belgor, se tornou membro primário do conselho e depois de muito insistir, conseguiu renomear a cidade que passou a ser chamada pelo nome de seu adorado pai.

# Tributos e Leis
É claro que viver em Belgor não é tão barato quanto se pensa, há leis rigorosas quanto ao pagamento de "taxas" por moradia e comércio. Abrir um estabelecimento na cidade requer a autorição do conselho e um pagamento mensal de 30% no valor arrecadado. Enquanto que uma casa pode custar até 10 mil moedas de ouro.
Lei 35 - Tributos:
"O não pagamento de qualquer tributo acarreta na prisão imediata do responsável,
bem como a tomada do imóvel."

Todo o valor originário dessas taxas é refestido para o reforço da segurança e melhorias na estrutura da cidade. Esse investimento inclui desde os equipamentos dos soldados até a rampas construídas no porto para facilidade o acesso aos navios.

Por abrigar tantas raças diferentes e ser a segunda maior cidade neutra, as leis de Belgor são bastante rígidas. Existem um regimento exclusivamente dedicado ao comportamento e tratamento entre as raças.
Lei 1 - Convivência:
"Todos possuem direitos iguais, e por isso devem conviver harmoniosamente".

Aqueles que por ventura não cumprem a lei são prontamente punidos. De imediato são presos e têm seus pertences confiscados. Passados dois dias, são levados à julgamento onde o representante de sua raça é o juíz, se for provada sua inocência, será logo liberado e terá suas coisas de volta. Se for culpado, poderá pagar uma taxa de "libertação" (um valor bastante alto e dependendo do crime), do contrário, será expulso da cidade e nunca mais poderá voltar.

# Festival
Tendas enfeitas para o festival
Todo ano, os comerciantes mais ricos da cidade preparam uma grande festa em nome de Belgor (considerado Deus do Comércio). A cidade festeja durante um mês inteiro e o último dia um grande evento é promovido. Balões, explosões, fitas coloridas, música e muita bebida encerram o festival em grande estilo e extravagancia. Muitos comerciantes aproveitam a alta temporada da cidade para lucrar rios de dinheiro, enquanto alguns aproveitam para atrair mais clientes fazendo promoções irresistíveis.

# Elfos
A presença de Elfos na cidade é algo bastante raro. Devido ao seu orgulho e isolamento social, apenas os "renegados" ou fugitivos vêem parar aqui, e ainda assim com certo receio, visto que o conselho da cidade não tem alguém que represente seus interesses.
Mapa geral da cidade

Mapa Geral


Essa é a versão mais simples e objetiva do mapa, nela é possível notar aspectos de relevo e vegetação do continente, há no centro superior uma área mais clara que corresponde ao Deserto Infinito e na parte inferior o Mar de Lorus (principal limitador do reinos Kildhor e Gorandir).

Cada pequeno quadrante do mapa representa a distância aproximada de 12 horas de caminhada leve, sendo assim, uma viagem de Norte à Sul se daria em aproximadamente 30 dias, mas é claro que esse número não é correto, visto as adversidades presentes no caminho.

Mapa - Reinos e Cidades

Harash: Tirania no Deserto

Harash é uma das três cidades erguidas sobre as areias quentes do deserto, ao Norte do continente. É também o principal destino de quem por ventura deseja cruzar essas terras, é o ponto de parada para os que precisam descansar.

História
Fundada há mais de 460 anos por um dos filhos de Atsu Baa'k - Harash (daí o nome da cidade). O jovem dono das terras construiu sua cidade na intensão de criar um ponto de ligação entre os extremos do deserto amparando aqueles que se aventuravam em cruzá-lo. Ergueu grandes muros e fortificou a cidade para protegê-la dos perigos e de invasores indesejados. E assim a cidade cresceu e se desenvolveu junto com o bem estar de seu povo, que amava Harash e sempre apoiava suas decisões.

Vários anos se passaram e o avanço de Allblash (cidade vizinha governada pelo irmão mais velho de Harash) trouxe uma eminente tentativa de tomada da cidade que destruiu boa parte dos muros de proteção deixando Harash vulnerável aos próximos ataques e à ações de guildas de bandidos e saqueadores do deserto. Harash se viu na obrigação de defender sua cidade e resolveu então, investir contra a força de seu irmão, formou um grande exército com os melhores guerreiros da região e partiu para enfrentar o inimigo declarando guerra. Guerra essa que durante anos gerou batalhas sangrentas: ora no meio do deserto escaldante, ora nos portões de uma das cidades, mas sempre causando muitas perdas e prejuízos à ambos os lados. Vendo que o resultado de cada batalha era negativo para os dois lados e percebendo que seu povo já não aguentaria mais que um ou dois anos nessa situação de desgraça, o amado Harash resolveu mudar sua estratégia e foi buscar conhecimento fora do deserto.

Erguendo os muros de Harash
Por um longo período a cidade sofreu ainda mais com os ataques, pois não tinha seu líder presente nas decisões à serem tomadas e a confiança nos guerreiros estava baixa demais. Já quase dominada pelo inimigo, a cidade pôde ver o retorno triunfante de seu senhor quando ao cruzar os portões, já tombados no chão, Harash proclamando palavras desconhecidas e emanando um áurea de cor púrpura lançou um feitiço que transformou todos os soldados de Allbrash em cinzas instantaneamente. Tal feito extraordinário chegou aos ouvidos de Allbash que rapidamente reuniu seus melhores homens e seguiu para Harash na intensão de fazer sua última e mais violenta investida. Chegando lá, Harash já havia preparado um ritual (armadilha) contra o irmão. Ao atravessar uma certa região da cidade, Allbash foi cercado por dezenas de tentáculos negros que surgiram subitamente do chão e o agarram tão de pressa que mau teve chance de ver seu irmão se aproximando enquanto entoava mais daquelas palavras estranhas. Conversaram durante algumas horas, Harash tentava uma trégua, mas Allbash era irredutível e não via a hora de poder sair dali e atravessar sua espada no irmão impertinente. Por fim, o então mago Harash, proclamou as últimas palavras e fez seus gestos mágicos que resultaram no trancamento da alma de Allbash dentro de uma esfera de cor rubra (semelhante ao rubi) para sempre, deixando cair no chão apenas um corpo vazio que foi levado pelos últimos homens de Allbash para o sepultamento à pedido do próprio Harash como ato de piedade ao irmão ganancioso e cruel.

Com a paz de volta, a cidade se reergueu em meio aos destroços e voltou à prosperar e em pouco tempo já atraía novos cidadãos e nobres com grandes riquezas que investiam ali. Tudo ia muito bem até que o mago Harash faleceu. Sofreu de uma terrível doença que aos poucos deteriorou todo seu corpo derretendo a carne e deixando à mostra somente os ossos. Muitos falaram que tal doença era maldição encomendada pelo irmão morto, outros porém, diziam ter sido o pagamento por um pacto feito por Harash para obter o poder que usou para destruir o irmão. A verdade não se sabe, mas a doença que atingiu Harash nunca havia sido relatada em qualquer lugar do deserto, nem antes e nem depois, ou seja, Harash foi o único caso conhecido.

Como a tradição mandava, o sucessor ao trono seria o filho mais velho de Harash, e assim se deu. Mustaf tomou o lugar do pai mesmo contrariado por alguns membros do conselho, visto que esses não acreditavam que Mustaf seria um bom rei para o povo. Hoje a cidade vive sob o seu comando e para os lordes da alta sociedades (donos de terras produtivos) a vida em Harash é muito boa, regrada à muita comida, luxúria e ouro. Em contra partida, as pessoas da parte externa à muralha são vistas como ratos imundos que não merecem qualquer respeito, muitos são escravos, ladrões ou mendigos que lutam dia a dia por um pedaço de pão ou carne podre. É muito comum alguns deles tentarem invadir a parte nobre da cidade para saquear ou apenas beber da água cristalina na Fonte Sagrada, mas os que são pegos, pagam com um morte terrível, assim como aqueles que não pagam seus impostos ou não seguem as leis da cidade.

Geografia
Cercada por uma enorme muralha em formato hexagonal, a cidade é protegida por várias torres de vigia que se atentam para uma possível ameaça. Na parte interna, há outro muro que separa o centro da periferia (região baixa conhecida como "Fazenda dos Porcos") onde vivem os pobres. Há somente dois portões para entrar ou sair da cidade, passando por eles, chega-se até uma bifurcação onde um dos caminhos leva direto à parte interna da cidade e o outro segue para a área externa.

Política
Através de um regime totalitário a cidade segue sob as ordens extremas e diretas do Sultão Mustaf. Abaixo dele está seu fiel conselheiro, o feiticeiro Nefesto que sempre acata as suas decisões e obedece seus comandos sem demora. Há um segundo conselho, coordenado pelos lordes que residem na cidade, são os homens mais ricos e poderosos (poder relacionado à influências) da região que juntos decidem sobre a coleta de impostos, leis, demais assuntos políticos da cidade, mas sempre sob o olhar e aprovação do sultão.

Religião
A cidade não tem uma divindade em particular, por ser ocupado por pessoas de várias regiões do continente, as crenças são variadas e há desde adoradores do deus Sollar (deus sol) até Luanna (deusa lua). Não há grandes templos nem estátuas, apenas alguns lordes constroem pequenas casas para adoração de seu deus sob a aceitação do sultão, pois nada é feito sem seu consentimento.

Peculiaridades

# Fazenda dos Porcos
# Lutas na Arena
# Recepção
Mapa geral da cidade

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